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Adolescência e a descoberta da sexualidade

25/07/2020

Autora: Renata L. M. GianniniPsicóloga Clínica e parceira do Nossos Psicólogos.
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É principalmente na adolescência que se confronta a hora de colocar em prática toda a teoria, os conselhos dados pelos amigos mais velhos, muitas vezes a orientação dos pais, da família o início da vida sexual, de exercer a sua sexualidade e todos os conflitos, questionamentos que estas descobertas podem acarretar.

O adolescente começa a perceber que a sexualidade é muito mais que sexo, é muito mais que transar.

Nós, homens e mulheres inteiros, com sentimentos, emoções, vivemos em família em uma sociedade… dessa maneira, a educação sexual vai muito além de mera informação sobre aspectos biológicos e transformações físicas, envolve também aspectos emocionais e sociais.

A sexualidade é construída ao longo da vida, desde a infância, nas relações interpessoais, na história de vida de cada um, no ambiente em que vivemos, nas crenças e mitos que acreditamos e continua na vida adulta, maturidade e na velhice.

Sexualidade é vida. Sexualidade são todas as formas, jeitos, maneiras como as pessoas expressam a busca do prazer. Uma pessoa está vivenciando sua sexualidade quando ela dança e se no momento em que ela está dançando, ela está sentindo prazer. Uma pessoa está vivenciando sua sexualidade quando ela nada e no momento em que está nadando, ela está sentindo prazer. Uma pessoa está sentindo sua sexualidade quando ela está em uma relação sexual e nesta relação, ela está sentindo prazer.

É muito importante entender que entre a busca do prazer e o encontro deste há uma distância. O encontro do prazer no exercício da sexualidade depende de uma série de fatores, que compõem a história das pessoas e a de outras pessoas: sua relação consigo mesma, com os outros e com o mundo.

“O encontro do prazer no exercício da sexualidade depende de uma série de fatores, que compõem a história das pessoas e a de outras pessoas: sua relação consigo mesma, com os outros e com o mundo.”

Regina L. M. Giannini

Psicóloga - CRP 06/80804

Muitas coisas podem acontecer entre a intenção e a ação, entre o sonho e a realidade, o desejo e a possibilidade. No sexo realizamos. Mas para ambos (sexo e sexualidade), estarem juntos ao mesmo tempo, precisamos sentir o outro, mais que sua presença, sua cumplicidade, juntos e inteiros.

É muito importante que as dúvidas sejam naturais. Elas acompanham o ser humano e aumentam e diminuem de acordo com as experiência, sejam elas opcionais ou mesmo impostas.

Em toda essa elaboração a que o jovem se confronta, podem surgir questionamentos tão importantes e de uma forma até “assustadores”: Quando posso transar? Fazer sexo é sempre muito gostoso? Para quem vou perguntar? Por que tenho medo? O orgasmo é para todos? Por que tenho vergonha de falar sobre isto?

Porém, há uma grande possibilidade que com a ajuda e orientação a esse jovem de uma pessoa especializada na escuta, na relação de respeito e acolhimento, na ressignificação de dúvidas sobre si, sobre sua existência o que quer e o que deseja, podemos ter a perspectiva de um caminho com mais clareza e segurança.

É neste momento que pode entrar o trabalho de um Psicólogo. Entendo que um espaço de reflexões, diálogos e muita conversa pode esse jovem, nesta tão especial fase da vida, construir um caminho para um enfrentamento mais consciente de si nas situações mais adversas da vida.

Conheça os profissionais que participaram deste artigo:
Alessandra Castegnaro de Freitas, Psicóloga - Centro, Curitiba (PR)
Psicóloga – CRP 08/23582 | Centro, Curitiba – PR

Formada em Psicologia Clínica pela Universidade São Marcos (2005).

Especialização em Fenomenologia Existencial na Associação Brasileira de Daseinsanalyse.

Atuação em trabalhos comunitários sempre dedicados a faixa etária de adolescentes.

Atende em consultório próprio no Bairro da Mooca, São Paulo (SP).

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