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Relacionamento com Pessoas Difíceis: Dicas para Lidar com Pessoas Tóxicas

16/04/2019

Autora: Elvira Cristina de Azevedo Martins. Psicóloga em Santana, São Paulo (SP). Parceira do Nossos Psicólogos.
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Às vezes os sentimentos negativos estão presentes há tanto tempo na alma, que a pessoa não se dá conta da tremenda influência que tais sentimentos exercem sobre sua qualidade de vida. É impossível a qualquer ser humano encontrar felicidade numa existência onde não há consciência de si mesmo, por um lado e, por outro, não consegue — ou se recusa a — perceber o impacto que suas ações exercem sobre aqueles com quem convive.

Próstata Aumentada pelo Câncer de Próstata ou HPB
Imagem fornecida pela autora

As pessoas consideradas “difíceis” são descritas, pelos que convivem com elas, como amargas, egoístas e sem o menor respeito ou consideração pelos outros. E o detalhe mais interessante é que todos ao seu redor percebem esses problemas, mas a pessoa que é por todos descrita como “difícil” não os percebe ou, o que é pior: percebe, porém jamais admite.

Devido a suas atitudes destrutivas, todos querem se afastar desse sujeito, até porque ninguém consegue dialogar com uma pessoa difícil — qualquer tentativa de diálogo é em vão, pois esse indivíduo não admite ser contrariado em suas ideias, por absurdas que possam parecer.

Além disso, são controladores, manipuladores e enxergam apenas o lado negativo da vida — você deve conhecer ou ter ouvido falar desse tipo de pessoa como “tóxica”. Sendo tóxica, a pessoa difícil tem o poder de contaminar negativamente todos os ambientes que frequenta, seja o familiar, o profissional, seja onde for: a amargura, negativismo e egoísmo são suas marcas inconfundíveis. 

“É impossível a qualquer ser humano encontrar felicidade numa existência onde não há consciência de si mesmo, por um lado e, por outro, não consegue — ou se recusa a — perceber o impacto que suas ações exercem sobre aqueles com quem convive.”

Elvira Cristina de Azevedo Martins

Psicóloga - CRP 06/146.742

Vale a pena ressaltar outras características bem marcantes do caráter da “pessoa difícil”:

1 .  Estressa-se facilmente com quaisquer situações que fujam de seu controle e, por sua vez, causam estresse desnecessário em quem está ao seu redor;

2. É cheia de “caprichos” e, por isso mesmo, quando não atendidas rapidamente ou da forma que querem, costumam ter ataques explosivos, tornando impossível a convivência;

3. Em certos momentos, apresenta rompantes de uma falsa “compaixão”- isso ocorre porque há uma necessidade narcisista de receber dos outros o reconhecimento por ser alguém especial, único, incomparável — apesar de tratar o próximo com arrogância e desrespeito. Seu comportamento afasta as pessoas, porém o sujeito “difícil” não suporta ser ignorado, tem ânsia profunda por destaque, persegue elogios e os valoriza muito, especialmente se vier de alguém que ocupe um cargo ou posição social superior ao dele. Para conquistar tudo isso, sempre arranja meios de “ajudar um necessitado” ou, do nada, decide dar uma festa para homenagear alguém que sempre foi tratado por ele com desdém.

4. É o típico “fariseu” — aquele tipo de indivíduo que se enquadra bem no dito popular: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. A pessoa difícil adora dar conselhos, é especialista em apontar o certo e o errado no comportamento alheio e tem sempre uma receitinha pronta para te ensinar a “viver e aproveitar bem a vida”. Faz isso por sentir-se profundamente descompensada, não conseguindo usufruir nada de bom na sua vida e, dessa forma, tenta enganar a si mesma, colocando-se no papel de “bom conselheiro”.

Se você se relaciona com esse tipo de pessoa, seja no ambiente profissional ou familiar, tenho algumas dicas importantes para te passar. Saiba que existem algumas características ou habilidades que você precisa desenvolver para não se deixar “contaminar” por esse indivíduo. São elas:

1. possuir um profundo senso de valor próprio, ou seja, é preciso amar a si mesmo;

2. respeitar a si próprio — o autorrespeito é a condição essencial para que você seja respeitado pelos outros, para que você consiga impor limites à atuação abusiva de outrem. Pessoas difíceis costumam ser muito invasivas, desrespeitando tanto o espaço do outro quanto os seus desejos e opiniões e até mesmo os seus direitos. Se você se respeita, não permitirá ter seus direitos violados, nem seu espaço invadido, mesmo que isso implique em entrar em conflito com aquele que te desrespeita;

3. autoconhecimento: saber, com clareza, quais são suas forças e fraquezas é uma habilidade importante, que possibilita entender o momento certo de falar ou de se calar, de agir ou de ficar quieto. O autoconhecimento proporciona a segurança de saber quem você é, não permitindo ser afetado pelas coisas negativas que outros dizem sobre você. Não permitindo, inclusive, que você seja manipulado por alguém que sempre quer impor a forma como você deve agir, pensar ou sentir;

4. Inteligência Emocional: é um tipo de inteligência que é rara — poucos possuem — e precisa ser desenvolvida, não só para o seu bem, mas para o bem de toda a humanidade. São muitas as pessoas, no mundo inteiro, que não receberam uma educação emocional adequada; podem até ter recebido boa formação intelectual, mas sofrem muito por terem pouco desenvolvimento emocional. Porém, em relação a isso, tenho uma boa notícia: a inteligência emocional não tem idade nem limites para se desenvolver; o ser humano é capaz de desenvolver um alto nível de inteligência emocional, independentemente de seu grau de escolaridade, idade, sexo ou qualquer outra característica! A inteligência emocional não exige um diploma, mas uma disposição para o crescimento pessoal, e nesse processo a ajuda de um profissional qualificado é imprescindível.

Se você sente muita dificuldade em lidar com pessoas difíceis, não hesite em buscar essa ajuda profissional. Com certeza, há aspectos da sua alma que precisam ser despertados, há um potencial para o crescimento que só vai se desenvolver se você receber a ajuda da qual necessita. Sozinho é muito difícil superar obstáculos nos nossos relacionamentos, e, na maioria das vezes, pensamos que a mudança deve acontecer no outro, deve ser externa, mas é exatamente o contrário! São as mudanças internas que mobilizam as externas, pois o comportamento do outro — mesmo que esse outro seja uma pessoa difícil — é diretamente influenciado pelo meu próprio comportamento, e pela maneira como eu enxergo a vida e a mim mesmo.
Conheça os profissionais que participaram deste artigo:
Alessandra Castegnaro de Freitas, Psicóloga - Centro, Curitiba (PR)
Psicóloga – CRP 06/146.742 | Santana, São Paulo – SP

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Graduação em Psicologia – FMU
Pós graduação em Teologia – Mackenzie

CURSOS COMPLEMENTARES
Psicologia H