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Terapia de Casal e Terapia Familiar: Como funcionam?

19/05/2019

Autor: Leonardo Oliveira. Psicólogo em Copacabana, Rio de Janeiro (RJ). Parceiro do Nossos Psicólogos.
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Um casal que aceita empregar esforços na tentativa de reparação de sua relação amorosa, que se arrisque aprofundar o conhecimento das motivações e limitações de seu relacionamento, que mantenha a escolha do companheiro ou companheira baseada na tentativa de aceitação das diferenças emocionais e de personalidade, terá feito um uso adequado da psicoterapia de casal.

Ao terapeuta caberá oferecer um espaço (físico e psíquico) que propicie uma possibilidade de reorganização emocional da relação, visando a despotencialização das crises agudas.

O fará de algumas maneiras. Uma delas será chamando à atenção para conteúdos mais profundos existentes na fala do parceiro ou parceira. Nos relacionamentos, normalmente há conteúdos não explícitos (e sim implícitos) que não são tão simples de serem captados por quem está dentro da relação. Daí a importante atuação do psicoterapeuta de casal.

Compreender minimamente como funciona a dinâmica do próprio relacionamento é fundamental para restruturação ou redirecionamento da relação.

Objetivos da Terapia de Casal

A terapia de Casal visa dar voz a ambos os parceiros. Não de um modo impositivo, como ocasionalmente acontece, mas de um modo conciliador, ou seja, permitir que o ponto de vista do parceiro, suas angústias, desejos e incômodos, realmente sejam ouvidos, ou ainda, mais do que isso, internalizados pelo parceiro.

Isso significa levar em consideração de fato as demandas do parceiro. Mais do que saber, trata-se de sentir, ter acesso às emoções do companheiro ou companheira. Conhecê-lo de fato, com seu mundo interno.

As pessoas realmente mudam ao longo do tempo. Às vezes, isso representa uma mudança drástica na dinâmica no casal; o que pode levar a uma descompensação no que outrora foi equilibrado. Por isso, um espaço neutro para expressão do casal diante de uma crise é de suma importância.

Nos casais recém casados ou namorados – que se uniram recentemente – também estão presentes elementos que podemos chamar de “ desajustes”. São situações pré união (elementos que já estavam presentes em sua vida pessoal) que se fazem presentes agora, de modo potencializado, na relação a dois.

São situações emocionais geradas ao longo da vida, comumente com origem na infância, que se desdobram na vida adulta gerando empecilhos emocionais e dificuldades de relacionamento íntimo. Identificar esses elementos pré união é de importância fundamental para a saúde do relacionamento.

“A terapia de Casal visa dar voz a ambos os parceiros. Isso significa levar em consideração de fato as demandas do parceiro. Mais do que saber, trata-se de sentir, ter acesso às emoções do companheiro ou companheira. Conhecê-lo de fato, com seu mundo interno.”

Leonardo Oliveira

Psicólogo - CRP 05/56.946

Terapia de Família

A terapia de família é um grande auxílio para as famílias que apresentam conflitos constantes e excessiva rivalidade entre seus membros. 

É comum observarmos certa indefinição ou inversão de  papéis em algumas famílias.

Esse funcionamento faz com que o número de conflitos seja elevado, uma vez que  cada membro da família não sabe exatamente seu papel e como colocar-se diante dos outros membros do laço familiar.

Não saber seu papel no âmbito familiar significa não conhecer minimamente quais são seus direitos. Direito de filho, por exemplo, ou seus deveres diante daquele grupo chamado família. Direitos de mãe, de pai, de esposo; direito ao acolhimento, que todos do grupo familiar têm; direito à reivindicações, que todos também o têm, desde os pequeninos até seus pais.

Tais direitos, deveres e particularidades pessoais, todos do grupo familiar possuem. Cabe à família, com o auxílio da Terapia de Família ou não, saber conjugar todos esses elementos.

Realmente não é tarefa tão fácil, embora algumas famílias realizem essa tarefa eficazmente de modo intuitivo. Para as famílias que não conseguem esse feito naturalmente, a Terapia de Família será uma importante ajuda!

Próstata Aumentada pelo Câncer de Próstata ou HPB

Entendendo o mundo de hoje

Você já deve ter percebido quanta coisa mudou de poucas gerações para a atualidade… São mudanças de valores, de padrões, de objetivos de vida, um novo e desenfreado ritmo,  novas e grandiosas exigências profissionais, novas ideologias (ou a ausência delas), novos paradigmas pautando a vida humana, seu lazer e ambiente.

Todas essas mudanças, chamadas por alguns autores de Mudança de Paradigma, trazem, sobretudo a sensação de inadequação e de insegurança no âmbito social. Seria como nos sentíssemos ininterruptamente em adaptação, sempre com algo a fazer, ou conhecer, ou dominar, para nos adequarmos às novas demandas modernas.

Evidentemente, qualquer  pessoa que queira se adequar minimamente às exigências de nosso tempo precisará fazer um esforço para se ajustar a tais padrões. E assim o fazemos. Contudo, de um ponto de vista psíquico (emocional), isso nos custa um alto preço. Todo nosso incessante esforço na tentativa de adequação a altos níveis de exigência pessoal e profissional podem nos levar a um colapso físico e emocional.

Nosso Tempo, com seu ritmo, exigências e intensidade é chamado entre os estudiosos e pesquisadores da atualidade de Pós-modernidade (ou ainda, tardo-modernidade ou modernidade tardia). O que a Pós-modernidade possui de diferente de outras épocas modernas, é justamente sua intensidade.

A Pós-modernidade  é marcada primordialmente por sua compulsão à modernidade (processo contínuo de mudança e instalação do novo em substituição do antigo incessantemente) e a sensação de Desamparo gerada pelas incontáveis exigências Pós-modernas. Em outras palavras, podemos dizer que os novos padrões de nosso tempo possuem um efeito neurotizante no ser humano.

Conheça os profissionais que participaram deste artigo:
Alessandra Castegnaro de Freitas, Psicóloga - Centro, Curitiba (PR)

Psicólogo – CRP